Resenhas

Six of Crows, Leigh Bardugo

28 de janeiro de 2017

Como prometido, essa é a segunda resenha do mês. Um livro que eu estava lendo desde 2016 e nunca tinha acabado. Um erro, lógico! A história é realmente impressionante e repleta de detalhes incríveis. Já estou super animada para ler a sequência e vou falar um pouco dessa duologia que está conquistando fãs por todo o mundo!

Sinopse:

A OESTE DE RAVKA, ONDE GRISHAS SÃO ESCRAVIZADOS E ENVOLVIDOS EM JOGOS DE CONTRABANDISTAS E MERCADORES… Fica Ketterdam, capital de Kerch, um lugar agitado onde tudo pode ser conseguido pelo preço certo. Nas ruas e nos becos que fervilham de traições, mercadorias ilegais e assuntos escusos entre gangues, ninguém é melhor negociador que Kaz Brekker, a trapaça em pessoa e o dono do Clube do Corvo. Por isso, Kaz é contratado para liderar um assalto improvável e evitar que uma terrível droga caia em mãos erradas, o que poderia instaurar um caos devastador. Apenas dois desfechos são possíveis para esse roubo: uma morte dolorosa ou uma fortuna muito maior que todos os seus sonhos de riqueza. Apostando a própria vida, o dono do Clube do Corvo monta a sua equipe de elite para a missão: a espiã conhecida como Espectro; um fugitivo perito em explosivos e com um misterioso passado de privilégios; um atirador viciado em jogos de azar; uma grisha sangradora que está muito longe de casa; e um prisioneiro que quer se vingar do amor de sua vida. O destino do mundo está nas mãos de seis foras da lei – isso se eles sobreviverem uns aos outros.

O Que eu Achei do Livro…

Para começar, WOW!

Um livro com seis protagonistas não foi fácil. Ler a perspectiva e flashbacks de cada um deles foi meio cansativo mas mesmo com tudo isso o livro consegue ser super legal? Eu meio que visualizei Onze homens e um segredo só que com seis adolescentes tentando invadir uma prisão para resgatar um prisioneiro em uma jornada inacreditável e empolgante.

Ketterdam é onde, se encontra tudo que é de mais sombrio. Inclusive, o Barril, local que abriga os mais perigosos e fora da lei da região. Kaz Brekker é um jovem de 17 anos, órfão, com um passado sombrio e muito perigoso, dono de uma casa de apostas. Então quando lhe oferecem uma fortuna como recompensa de um resgate, ele não pensa duas vezes em aceitar o desafio. Tendo ao seu lado a melhor equipe de todas, ele bola um plano genial e segue para a sua jornada.

Inej e seu conjunto de facas fatais. Jesper e suas pistolas. Wylan e seus mapas, Nina a Grisha. Mathias e sua memória. Kaz e sua bengala.

Agora que vocês estão por dentro da jornada e dos personagens… Vamos aos casais <3

Kaz e Inej me deixaram MALUCA com o ritmo da relação deles, quando eles dão um passo a frente… É como se recuassem 10 para trás e como eu sou fã de romance, isso me irritou demais. Ainda bem que quando lemos o que se passa na mente de cada um ficamos mais calmos por saber o real sentimento. Inej foi encontrada por Kaz como escrava do prazer. O mesmo comprou seu contrato de servidão e a treinou para ser a sua Espectro. Sendo seus olhos e ouvidos. E ao mesmo tempo vemos que Inej é amiga e companheira, além de assassina e ladra. E isso se torna FANTÁSTICO porque ela nem faz ideia de como o temido Kaz se transforma perante a ela. Kaz viveu tanta dor e sofrimento que ele não entende o seu próprio coração.

Nina e Mathias dividem uma história infeliz porém carregada de romance. Por culpa dela ele foi preso. Por causa dele ela quase morreu. E no meio de todo o ódio existe um amor ultra forte! O povo de Mathias caça e mata Grishas, como Nina. Ele sempre acreditou na sua própria verdade com todas as suas forças até se ver de cara com a realidade e exatamente essa parte do livro foi uma provação para o relacionamento dos dois. A Nina que conhecemos no livro é determinada, amiga e é inevitável não amar a força da personagem.

Jasper e Wylan são uma dupla e tanto. O dialogo que rola entre eles é inacreditável haha. Nem estava preparada para um Jesper bissexual e um Wylan homossexual. Mas o livro é assim mesmo, cheio de críticas a respeito de preconceitos raciais, inclusão social e essa representatividade foi realmente essencial para concluir o trabalho.

A história é surreal, certo? Com um final inacreditável, cheio de ação, diálogos afiados e interesse românticos assumidos me despeço dessa resenha e apresento um pouco da sua sequência:

O Que Vem Por Aí…

CROOKED KINGDOM

Kaz Brekker e sua gangue tramaram um assalto tão ousado, que nem mesmo eles acreditaram que iam sobreviver. Mas em vez de dividirem uma boa recompensa, eles estão de volta para lutar por suas vidas. Traídos e deixados com o sequestro de um membro valioso da equipe, eles estão com poucos recursos, aliados e esperança. Enquanto as forças poderosas de todo o mundo descem sobre Ketterdam para acabar com os segredos da droga perigosa conhecida como jurda parem, antigos rivais e novos inimigos surgem para desafiar Kaz e testar a lealdade frágil de sua equipe. A guerra será travada na cidade de ruas escuras e tortuosas, a batalha por vingança e redenção que irá decidir o destino da magia no mundo Grisha.

Confira um trecho do livro, em inglês:

Retvenko leaned against the bar and tucked his nose into his dirty shot glass. The whiskey had failed to warm him. Nothing could get you warm in this Saintsforsaken city. And there was no escaping the smell, the throat-choking stew of bilge, clams, and wet stone that seemed to have seeped into his pores as if he’d been steeping in the city’s essence like the world’s worst cup of tea.

It was most noticeable in the Barrel, even more so in a miserable dump like this one—a squat tavern tucked into the lower floor of one of the slum’s grimmest apartment buildings, its ceiling bowed by weather and shoddy construction, its beams blackened by soot from a fireplace that had long since ceased to function, the flue clogged by debris. The floor was covered in sawdust to soak up spilled lager, vomit, and whatever else the bar’s patrons lost control of. Retvenko wondered how long it had been since the boards had been swept clean. He buried his nose more deeply in the glass, inhaling the sweet perfume of bad whiskey. It made his eyes water.

“You’re supposed to drink it, not snort it,” said the barkeep with a laugh.

Retvenko put his glass down and gazed at the man blearily. He was thick necked and barrel chested, a real bruiser. Retvenko had seen him toss more than one rowdy patron into the street, but it was hard to take him seriously dressed in the absurd fashion favored by the young men of the Barrel—a pink shirt with sleeves that looked fit to split over huge biceps, a garish red-and-orange plaid waistcoat. He looked like a dandified softshell crab.

“Tell me,” said Retvenko. His Kerch wasn’t good to begin with, and it was worse after a few drinks. “Why does city smell so bad? Like old soup? Like sink full of dishes?”

The barman laughed. “That’s just Ketterdam. You get used to it.”

Alguém aí já leu? Mais um livro super recomendado pelo Brendstuff.

Salvar

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